Périplo /ˈpɛ.ɾi.plu/ pé.ri.plo (do Gr. períplous, pelo lat. periplu, circum-navegação) s. m 1 Navegação à volta de um continente, de um mar ou pela costa de um país. 2 Viagem em que se retorna ao ponto de origem. 3 Viagem turística de longa duração. 4 Descrição de uma viagem desse gênero.
5 Produtora cultural brasileira dedicada à realização de projetos de intercâmbio artístico

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Cia do Chapitô - Electra

Electra - Cia do Chapitô

São muitas as fontes possíveis para contar a história de Electra, damitologia grega, que lhe ofereceu várias versões, ao contemporâneo EugeneO'Neill, passando pelas peças de Sófocles, Eurípedes ou Ésquilo. Faltava, claro está, uma versão da Companhia do Chapitô, pródiga em contar clássicos com uma furiosa boa disposição – basta lembrar Édipo ou Macbeth.

E por falar em fúria, haverá figura feminina mais irada do que Electra a vingar a morte do heroico pai Agamemnon pelo amante de sua mãe? E será que o faz pelo ímpeto de justiça? Ou será que carrega consigo a perfídia e a maldade? Ou, ainda, será que, como Jung fez crer no campo da psicanálise, anda por ali qualquer coisa como o "complexo de Electra"?

CONCEPÇÃO CÊNICA
A mais recente produção da Companhia do Chapitô – Electra é uma criação coletiva a partir de várias versões em torno da heroína grega e oferece ao público um resultado que se destaca qualitativamente das produções anteriores.
Esta companhia, através do seu Teatro do Gesto – que se pauta pela contração do texto em comportamento, sendo um ramo do dito Teatro Físico – habituou o público, com o seu reportório, a revisitar textos de teatro clássicos saboreando, com humor, a desconstrução e diluição textual.
Quando o público entra na sala de apresentação ele é imediatamente atraído pela dimensão da quantidade de colheres que enchem o chão, estratégicamente posicionadas. Apesar de perceberem que se trata da matriz cénica, tal visão não se traduz logo numa equação óbvia e/ou imediata no que diz respeito à simbologia ou significado da opção.
Os atores entram então em cena com a habitual composição atlética de uma corporalidade exímia e de excelência. O texto habita o espaço ao mesmo nível e quantidade do gesto.
Começa então a compreensão em torno do jogo das colheres. Dependendo da posição e da área física dos atores, as mesmas ganham a simbologia de capacete grego, brincos, armas de combate, brasão e, até, de urina.
O resultado, perante o público, desta Electra, por não abdicar de zonas essenciais da narrativa através da palavra e usando esta última, também, como performance, não terá, talvez, uma dimensão explosiva de gargalhada do público – como as anteriores –, estimulando, antes, um sorriso constante "polvilhado" por momentos de riso.
O cuidado refinado com que o espetáculo é conduzido resulta de modo sublime estabelecendo uma agradável e confortável ponte entre o gestus e a palavra numa equação menos dionisíaca e mais apolínia em relação às criações anteriores.

SOBRE A CIA DO CHAPITÔ
A Companhia de Teatro do Chapitô nasce em 1996 com uma linguagem artística própria que une disciplina e espontaneidade, técnica e fluidez, corpo e mente.
Desde a sua fundação, procura fazer um teatro de repertório, literário e de arquitetura imutável que, ao mesmo tempo, aposte na participação do público.
O seu objetivo é resgatar a importância do ator como instrumento de criação - corpo, voz, conhecimento e criatividade – utilizando também todos os recursos artísticos e cênicos disponíveis.
Trata-se de um trabalho coletivo e em movimento, que desenvolve um sistema de composição onde os elementos vocais, instrumentais, gestuais, rítmicos e plásticos estão no mesmo nível da linguagem verbal, apelando para todos os sentidos.
Valorizando a imaginação e o otimismo humano (daí a vocação para a comédia…) chamam a atenção para os aspectos mais insólitos da realidade física e social.
A expressão “comédia visual” é, segundo o diretor John Mowat, a expressão que melhor define o trabalho da equipe, que embora escape a qualquer tentativa de classificação, é muitas vezes identificado como Teatro do Gesto.
Visando criar e comunicar um teatro de sentidos, de formas, de sons e de silêncios, mas também de provocação e compromisso com o presente, cumprem um duplo objetivo: formar e captar novos públicos, promovendo a educação pelo divertimento através do Teatro.
Desde a sua formação, a Cia do Chapitô produziu 29 criações originais, apresentadas tanto em Portugal como na Europa, América do Sul, Médio e Extremo Oriente.

FICHA TÉCNICA
Criação Colectiva | Companhia do Chapitô
Direcção: Cláudia Nóvoa & José Carlos Garcia
Interpretação: Jorge Cruz, Nádia Santos, Tiago Viegas
Direcção de Produção e Produção Executiva: Tânia Melo Rodrigues
Sonoplastia: Samuel Rodrigues, Sílvio Rosado
Figurinos: Glória Mendes
Desenho de Luz: Samuel Rodrigues
Design Gráfico: Sílvio Rosado
Fotografia: Susana Chicó

Difusão e produção no Brasil: Pedro de Freitas / Périplo Produções

DURAÇÃO
55 minutos

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
12 anos

DISPONIBILIDADE PARA APRESENTAÇÕES NO BRASIL
15 de novembro a 10 de dezembro de 2017

VÍDEOS
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FOTOS
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NECESSIDADES TÉCNICAS
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